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Um Pouco Sobre a Pessoa por trás da Profissional de Comunicação

  • Foto do escritor: Samanttha Neves
    Samanttha Neves
  • 10 de ago.
  • 4 min de leitura

Por SAMANTTHA NEVES


A comunicação é a base de qualquer relação. E, sinceramente, é curioso como ainda existe tanta gente tratando comunicação como se fosse apenas “mandar mensagem”, “publicar post” ou “falar bonito em reunião”.

No momento que é feita com propósito, pode transforma ambientes, conecta pessoas e gerar intereção entre equipes. É exatamente isso que meu trabalho propõe-se a fazer, já venho aplicando a comunicação inclusiva 2.0 como ferramenta há mais de 5 anos.


Duas fotos de Samantha Neves: séria em vestido branco de bolinhas e sorrindo em rosa; logo Consultora e Palestrante.
Consultora e palestrante Samantha Neves exibe sua versatilidade e carisma em um ousado ensaio fotográfico, destacando sua personalidade autêntica e confiante.

Ao longo das minhas atuações, venho observando algo que deveria ser óbvio, mas ainda não é para muita gente: comunicação inclusiva 2.0 não é enfeite de discurso institucional. É o que separa uma organização que apenas posa de moderna de uma organização que de fato sabe conviver com a diversidade que diz valorizar.


Por que Trabalho com a Comunicação Inclusiva 2.0 e Por Que Importa


Comunicação inclusiva vai muito além de usar palavras corretas. Envolve criar mensagens e ambientes para que as pessoas se sintam vistas, ouvidas e respeitadas. Isso significa considerar diversidade de gênero, raça, cultura, habilidades e experiências.


Tão logo a comunicação como ferramenta, promove pertencimento. As pessoas se sentem parte do grupo, valorizadas e motivadas a contribuir com seu melhor. Com isso melhora o engajamento, reduz conflitos e fortalece a percepção de inclusão.


O resto é performance de vitrine.

E aqui está uma provocação que considero necessária: não adianta uma marca falar de diversidade com a mesma naturalidade com que troca a capa de campanha a cada data comemorativa. Se a comunicação não abre espaço para diferentes sujeitos, está apenas sofisticando a exclusão.


O Papel do Especialista em Comunicação Inclusiva 2.0


Ser especialista em comunicação inclusiva 2.0 exige conhecimento técnico e sensibilidade humana. Não basta repetir termos corretos ou colecionar palavras da moda para parecer atualizado. É preciso entender as nuances culturais, sociais e emocionais que atravessam a comunicação entre diferentes grupos.


Enquanto interajo com organizações, procuro diagnosticar falhas e barreiras na comunicação interna e externa, propondo algumas mudanças intencionais para atingir o foco principal em cada comunicação, por meio de capacitação de líderes e colaboradores ou da criação de conteúdos acessíveis e representativos, ajustando e medindo os resultados das ações.


A combinação de método e escuta ativa promove uma cultura de inclusão passando da teoria para a prática cotidiana.


Exemplos da Minha Atuação


O que torna meu trabalho relevante é que ele não fica preso ao discurso abstrato. Eu materializo em contextos concretos.


Desenvolvo treinamentos para líderes, ajudando gestores a reconhecerem vieses inconscientes e a liderar com mais empatia. Também atuo com instituições de ensino, apoiando na educação executiva de parceiros e gerências com aulas práticas de comunicação inclusiva 2.0. Além disso, participo de projetos com comunidades vulnerabilizadas, criando ações que dão voz a grupos minorizados e ampliam sua participação social.


Esse tipo de atuação tem um mérito importante: mostra que a comunicação inclusiva 2.0 não é tema para ficar bonito em apresentação de PowerPoint. É prática cotidiana. É decisão de gestão. É compromisso com o que se comunica como se sustenta.


Como Aplicar o Método na Sua Comunicação


Tem a intenção de transformar a comunicação na sua vida pessoal e profissional.


Então precisa começar pelo básico, um básico bem feito gera muitas mudanças. Exige disposição, revisão e escuta.

Algumas ações que considero essenciais são:


  • Escutar ativamente. Dar espaço para opiniões sem transformar toda divergência em ameaça.

  • Usar linguagem simples e acessível. Evitar termos que excluam ou ofendam grupos minorizados.

  • Revisar materiais de comunicação. Verificar se as imagens, textos e vídeos estão representando uma população diversa.

  • Consumo inclusivo. Prefira consumir produções de pessoas fora da bolha com repertório em educação antirracista e inclusiva

  • Vulnerabilidade. Permita-se aprender a todo momento com as pessoas ao seu redor.


Parece simples, mas muitas pessoas ainda tratam esse conjunto de práticas como se fosse um luxo. Depois se perguntam por que o clima pesa: grupos sempre com o mesmo perfil e assuntos. Comunicação inclusiva 2.0 não é cosmética. É intenção.


O Impacto Social da Comunicação Inclusiva 2.0


Mais do que melhorar processos internos, a comunicação inclusiva 2.0 tem um papel social fundamental. Contribuindo para reduzir desigualdades, fortalecer a cidadania, promover o respeito às diferenças e estimular a inclusão de grupos historicamente excluídos.


No momento em que uma pessoa adota essa prática, está melhorando sua eficiência, assumindo uma posição ética diante do mundo e fazendo a diferença. Toda comunicação produz efeito. No entanto, é importante saber se tal efeito está aproximando ou repelindo seu pessoas.

Enquanto minha atuação aponta para uma comunicação que não se limita a informar, essa comunicação deve criar pertencimento, abrir espaço e promover transformação.


Caminhos Para Ampliar o Alcance


Para que a comunicação inclusiva 2.0 se torne realmente uma referência, é preciso sair do papel e circular. Eu vejo essa expansão.


Entre os caminhos possíveis estão parcerias com organizações que compartilham o mesmo propósito, produção de conteúdos educativos em diferentes formatos, participação em eventos e fóruns e uso estratégico das redes sociais para alcançar públicos variados.


Eu gosto dessa perspectiva porque não aposta em isolamento, e sim em construção. Comunicação Inclusiva 2.0 não cresce sozinha. É preciso um ecossistema, de gente disposta a sustentar o debate e de coragem para enfrentar a superficialidade que ainda domina muitos espaços.


Convido você a pensar: como está a sua comunicação? Este convite também é uma cobrança. Afinal, não basta dizer que valoriza a diversidade se a comunicação continua sendo feita por poucos e para poucos.

Se você quer transformar sua organização, comece pela comunicação, essa ponte que conecta pessoas, ideias e sonhos. Mas só cumpre esse papel quando deixa de ser instrumento de aparência e passa a ser ferramenta de engajamento e inclusão.


Para saber mais, acesse nosso blog e descubra como a Comunicação Inclusiva 2.0 pode ser simples e eficaz.


Falando com meu olhar travesti sobre sociedade, acessos e como a comunicação pode incluir ou excluir pessoas.

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COMUNICADORA - EDUCADORA EXECUTIVA - RELAÇÕES PÚBLICAS

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